|
Os estúdios Walt Disney foram os campeões do verão americano graças ao longa de animação "Procurando Nemo", que teve uma bilheteria mundial (parcial) de US$ 389 milhões, dos quais US$ 330 milhões nos Estados Unidos e de "Piratas do Caribe", que já faturou US$ 261 milhões nos EUA e está tendo uma promissora carreira internacional. "Procurando Nemo" é uma co-produção com os Pixar Animation Studios, como parte de uma parceria de divisão de custos e lucros que já deu muito certo em outras produções: "Vida de inseto", de 1998, custou US$ 45 milhões e rendeu US$ 358 milhões. "Monsters S.A." custou US$ 165 milhões e faturou US$ 523,1 milhões. Se tudo é festa na Disney, as correntes estão rangendo nos Revolution Studios, que apostaram em três estrelas de primeira grandeza e amargaram um grosso prejuízo. O policial ''Hollywood homicide'', com Harrison Ford, custou US$ 75 milhões mas faturou apenas US$ 30 milhões, um verdadeiro caso de polícia. Com o casal de ouro Jennifer Lopez e Ben Affleck foi muito pior: os dois queimaram US$ 54 milhões na comédia romântica ''Gigli'', que acabou virando um drama lacrimoso para o estúdio ao faturar apenas US$ 5,6 milhões. O casal que anda torrando dinheiro nos preparativos do casamento devia rever seus conceitos - e seus gastos. O toque de Midas de Steven Spielberg não funcionou neste verão. O longa de animação ''Sinbad, a lenda dos sete mares'' recuperou apenas US$ 27,5 milhões dos US$ 60 milhões gastos na produção. Muito pouco para quem andou fazendo a Disney tremer nas bases com o sucesso de ''Shrek'' (US$ 481,9 milhões faturados) e ''Fuga das galinhas'' (US$ 223,6 milhões).
|
|